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Malária: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção

Malária: o que é, causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção

Escrito por Leonardo | | Publicado: Sexta, 16 de Agosto de 2019, 13h48 | Última atualização em Sexta, 16 de Agosto de 2019, 16h10

O que é malária?

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Toda pessoa pode contrair a malária. Indivíduos que tiveram vários episódios de malária podem atingir um estado de imunidade parcial, apresentando poucos ou mesmo nenhum sintoma no caso de uma nova infecção.

No Brasil, a maioria dos casos de malária se concentra na região Amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nas demais regiões, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois se observa uma letalidade mais elevada que na região Amazônica.

A malária não é uma doença contagiosa. Uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente a outra pessoa, é necessária a participação de um vetor, que no caso é a fêmea do mosquito Anopheles (mosquito prego), infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário. Estes mosquitos são mais abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer. Todavia, são encontrados picando durante todo o período noturno, porém em menor quantidade.
IMPORTANTE: A cura é possível se a doença for tratada em tempo oportuno e de forma adequada. Contudo, a malária pode evoluir para forma grave e para óbito.

Quais são os sintomas da malária?

Os sintomas da malária são:

  • febre alta;
  • calafrios;
  • tremores;
  • sudorese;
  • dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica.

Muitas pessoas, antes de apresentarem estas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

Quais são as complicações da malária?

A malária grave caracteriza-se por um ou mais desses sinais e sintomas:

  • prostração;
  • alteração da consciência;
  • dispnéia ou hiperventilação;
  • convulsões;
  • hipotensão arterial ou choque;
  • hemorragias.

Como é feito o diagnóstico da malária?

O diagnóstico correto da infecção malárica só é possível pela demonstração do parasito, ou de antígenos relacionados, no sangue periférico do paciente, pelos métodos diagnósticos especificados a seguir:

É o método oficialmente adotado no Brasil para o diagnóstico da malária. Mesmo após o avanço de técnicas diagnósticas, este exame continua sendo um método simples, eficaz, de baixo custo e de fácil realização. Quando executado adequadamente, é considerado padrão-ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Sua técnica baseia-se na visualização do parasito por meio de microscopia óptica, após coloração com corante vital (azul de metileno e Giemsa), permitindo a diferenciação específica dos parasitos, a partir da análise da sua morfologia, e dos seus estágios de desenvolvimento encontrados no sangue periférico. A determinação da densidade parasitária, útil para a avaliação prognóstica, deve ser realizada em todo paciente com malária, especialmente nos portadores de P. falciparum. Por meio desta técnica é possível detectar outros hemoparasitos, tais como Trypanosoma sp. e microfilárias.

Possui baixa sensibilidade (estima-se que a gota espessa é cerca de 30 vezes mais eficaz na detecção da infecção malárica). Porém, este método permite, com mais facilidade, a diferenciação específica dos parasitos a partir da análise de sua morfologia e das alterações provocadas no eritrócito infectado.

Testes rápidos para a detecção de componentes antigênicos de plasmódio – testes imunocromatográficos representam novos métodos de diagnóstico rápido de malária. São realizados em fitas de nitrocelulose contendo anticorpo monoclonal contra antígenos específicos do parasito. Em parasitemia superior a 100 parasitos/μL, pode apresentar sensibilidade de 95% ou mais quando comparados à gota espessa. Grande parte dos testes hoje disponíveis discrimina, especificamente, o P. falciparum das demais espécies. Por sua praticidade e facilidade de realização, são úteis para a confirmação diagnóstica, no entanto seu uso deve ser restrito a situações onde não é possível a realização do exame da gota espessa por microscopista certificado e com monitoramento de desempenho, como áreas longínquas e de difícil acesso aos serviços de saúde e áreas de baixa incidência da doença. Estes testes não avaliam a densidade parasitária nem a presença de outros hemoparasitos e não devem ser usados para controle de cura devido a possível persistência de partes do parasito, após o tratamento, levando a resultado falso positivo.

A qualidade diagnóstica de um teste de diagnóstico rápido (TDR) depende da experiência do examinador e dos cuidados com o qual ele é preparado e interpretado. A execução e a acurácia dos TDRs podem ser afetadas por vários fatores, tais como problemas na fabricação do teste, condições de armazenamento e transporte, competência e desempenho do manipulador.

Atualmente, o PNCM utiliza para diagnóstico de malária o SD-BIOLINE MALARIA AG Pf/Pf/Pv, que é um teste combinado que trabalha com a HRP-II e pLDH de P. falciparum e pLDH de P. vivax. Oferece sensibilidade para P. falciparum HRP-II de 100%, P. falciparum pLDH de 99,7% e P. vivax de 98,2%) e especificidade de 99,3%. Orientações acerca desse teste rápido para o diagnóstico de malária podem ser acessadas aqui.

Para a distribuição dos testes rápidos, alguns critérios devem ser atendidos:

1) áreas rurais de difícil acesso, sem condições de instalação de uma unidade de laboratório de diagnóstico ou ausência de pessoal treinado para utilização de microscópio;

2) área de garimpo que atenda a especificação do item 1;

3) área indígena desde que atenda a especificação do item 1;

4) na região Extra-Amazônica nas unidades de referência para o diagnóstico de malária.

Além disso, para o uso dos TDRs da malária, os seguintes requisitos devem ser atendidos:

1) somente usar em caso suspeito de malária que esteja apresentando algum sintoma;

2) não usar para lâmina de verificação de cura (LVC), devido a grande possibilidade de falsos positivos nessas situações;

3) para todo teste realizado deve ser preenchido um formulário do SIVEP-Malária (na região Amazônica) ou SINAN (na região Extra-Amazônica);

4) os testes devem ser realizados por profissionais devidamente capacitados e devem ser seguidas as orientações do fabricante.

O diagnóstico molecular para malária começou a ser testado em meados dos anos 80 e tem mostrado grande progresso para aprimoramento e simplificação das técnicas de extração do DNA. As técnicas moleculares mais utilizadas para o diagnóstico da malária são o Nested PCR ou PCR convencional e o PCR em tempo real. No entanto, em virtude do custo elevado, da necessidade de infraestrutura e mão de obra especializada seu uso ainda é restrito a laboratórios de referência. Estudos tem demonstrado que técnicas de PCR são mais sensíveis e específicas quando comparadas às técnicas microscópicas e ao teste imunocromatográfico, portanto com capacidade de detecção do parasito em pacientes com baixa parasitemia, mas a interpretação dos resultados positivos ainda é discutida. Existe ainda, um método molecular com possível utilização em campo, chamado de amplificação isotérmica circular fluorescente em tempo real (RealAmp) ainda em fase de validação.

O PNCM, baseado em estudos realizados no Brasil e em vários países do mundo, considera que pacientes com PCR positivo para malária, mesmo assintomáticos, podem infectar mosquitos e /ou se tornar sintomáticos, sendo assim devem ser tratados quando o diagnóstico for realizado unicamente por essa técnica molecular. Para essa situação, o item 2 (teste rápido) disponível no campo 39 (tipo de exame) da ficha de notificação do Sivep-Malária deve ser marcado, por falta de local específico para PCR.  Para mais informações, acesse o  "Guia prático de tratamento de malária no Brasil". 

O diagnóstico da malária em áreas onde coexistem o Plasmodium falciparum e P. vivax e P. malariae merece especial atenção em virtude da possibilidade da ocorrência de infecções mistas.

A infecção mista ocorre quando é observada a presença de duas ou mais espécies diferentes no exame de uma amostra de sangue de um paciente.

A presença de baixa parasitemia de formas de anéis (trofozoítos jovens) em conjunto com formas irregulares (trofozoítos maduros) de P. vivax muitas vezes não é considerada malária mista, uma vez que as formas de anéis são comuns e parecidas em todas as espécies. No entanto a média e alta parasitemias de formas de anéis levam a suspeita de P. falciparum presente na amostra, indicando o tratamento direcionado para as duas espécies.

Critérios para diagnóstico de malária mista no exame microscópico do esfregaço espesso (gota espessa) ou no esfregaço delgado:

1. Encontro de formas irregulares (trofozoítos maduros) de P. vivax e gametócitos (forma de banana) de P. falciparum, com ou sem a presença de formas em anéis (trofozoítos jovens) de P. falciparum.

Registro: V+Fg

Neste caso o tratamento deve ser feito para malária mista (conforme orientações do Guia Prático de Tratamento de Malária).

2. Observação de parasitemia média a elevada (++ ou mais) por formas em anel (trofozoítos jovens), sendo alguns com duas cromatinas, formas semelhantes a bigode, formas em vírgula e presença de parasitismo múltiplo de hemácias não dilatadas e sem granulações de Schuffner, características da espécie P. falciparum; associada a formas irregulares (trofozoítos maduros) e grandes mononucleados (gametócitos) em hemácias dilatadas com granulações de Schuffner em menor grau de parasitemia, características de P. vivax. Mesmo na ausência de gametócitos típicos de Plasmodium falciparum (forma de banana).

Registro: F+V

Neste caso o tratamento deve ser feito para malária mista (conforme orientações do Guia Prático de Tratamento de Malária).

3. Presença de baixa parasitemia (+ ou menos) de formas em anéis (trofozoítos jovens) associada a formas irregulares (trofozoítos maduros) e esquizontes de P. vivax em maior grau de parasitemia, pode ser considerada infecção somente por P. vivax, uma vez que todas as espécies apresentam trofozoítos jovens em anéis.

Registro: V

Neste caso o tratamento deve ser feito para malária vivax (conforme orientações do Guia Prático de Tratamento de Malária).

Existe ainda a possibilidade de se encontrar perfis de infecção mista com combinações entre: F, M, V, Fg, Ov. Em todos os casos listados acima, o paciente deverá realizar o acompanhamento com as lâminas de verificação de cura (LVC), pelo menos em D3 e D7. Além de ser orientado a retornar ao serviço de saúde a qualquer momento caso não haja melhora dos sintomas.

Diagnóstico diferencial da malária

O diagnóstico diferencial da malária é feito com a febre tifoide, febre amarela, leptospirose, hepatite infecciosa, leishmaniose visceral, doença de Chagas aguda e outros processos febris. Na fase inicial, principalmente na criança, a malária confunde-se com outras doenças infecciosas dos tratos respiratório, urinário e digestivo, quer de etiologia viral ou bacteriana. No período de febre intermitente, as principais doenças que se confundem com a malária são as infecções urinárias, tuberculose miliar, salmoneloses septicêmicas, leishmaniose visceral, endocardite bacteriana e as leucoses. Todas apresentam febre e, em geral, esplenomegalia. Algumas delas apresentam anemia e hepatomegalia.

Para mais informações, consulte o Manual de diagnóstico laboratorial da malária” e o folder "Testes rápidos para o diagnóstico de malária – Pf/Pf/Pv"

Como é feito o tratamento da malária?

No geral, após a confirmação da malária, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos que são fornecidos gratuitamente em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente os casos graves deverão ser hospitalizados de imediato.

O tratamento indicado depende de alguns fatores, como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, tais como gravidez e outros problemas de saúde; além da gravidade da doença.

IMPORTANTE: Quando realizado de maneira correta, o tratamento da malária garante a cura da doença.

Objetivos do tratamento contra a malária:

O diagnóstico oportuno seguido, imediatamente, de tratamento correto são os meios mais adequados para reduzir a gravidade e a letalidade por malária. O tratamento da malária visa atingir ao parasito em pontos-chave de seu ciclo evolutivo, que podem ser didaticamente resumidos em:

  • a) interrupção da esquizogonia sanguínea, responsável pela patogenia e manifestações clínicas da infecção;

  • b) destruição de formas latentes do parasito no ciclo tecidual (hipnozoítos) das espécies P. vivax P. ovale, evitando assim as recaídas tardias;

  • c) interrupção da transmissão do parasito, pelo uso de drogas que impedem o desenvolvimento de formas sexuadas dos parasitos (gametócitos).

Para atingir esses objetivos, diversas drogas são utilizadas, cada uma delas agindo de forma específica para impedir o desenvolvimento do parasito no hospedeiro.

Orientações para o tratamento

É da maior importância que todos os profissionais de saúde envolvidos no tratamento da malária, desde o auxiliar de saúde da comunidade até o médico, orientem os pacientes, adequadamente e com uma linguagem compreensível, quanto ao tipo de medicamento que está sendo oferecido, a forma de ingeri-lo e os respectivos horários. Em diversos lugares, os responsáveis por distribuir e orientar o uso dos medicamentos utilizam envelopes de cores diferentes para cada medicamento.

Muitas vezes, os pacientes são pessoas que não dispõem nem mesmo de relógio para verificar as horas. O uso de expressões mais simples, como manhã, tarde e noite, para a indicação do momento da ingestão do remédio é recomendável. A expressão de 8 em 8 horas ou de 12 em 12 horas muitas vezes não ajuda o paciente a saber quando deve ingerir os medicamentos. Sempre que possível, deve-se orientar os acompanhantes ou responsáveis, além dos próprios pacientes, pois estes geralmente encontram-se desatentos, devido à febre, dor e mal-estar causados pela doença.

Os medicamentos devem ser ingeridos, preferencialmente às refeições. No caso da combinação, arteméter e lumefantrina deve ser preferencialmente ingerido com alimentos gordurosos. Caso surja icterícia durante o tratamento, a primaquina deve ser suspensa.

Sempre que possível, deve-se optar pela supervisão das doses dos medicamentos para garantir uma melhor adesão ao tratamento.

O paciente deve completar o tratamento conforme a recomendação, mesmo que os sintomas desapareçam, pois a interrupção do tratamento pode levar a recidiva da doença ou agravamento do quadro, além de manter o ciclo de transmissão da doença permitindo que outras pessoas também adoeçam por malária.

Esquemas de tratamento

Para facilitar o trabalho dos profissionais de saúde das áreas endêmicas e garantir a padronização dos procedimentos necessários para o tratamento da malária, o Guia Prático de Tratamento da Malária no Brasil (2010) apresenta tabelas e quadros com todas as orientações relevantes sobre a indicação e uso dos antimaláricos preconizados no Brasil de acordo com o grupo etário dos pacientes.

Embora as dosagens constantes nas tabelas levem em consideração o grupo etário do paciente, é recomendável que, sempre que possível e para garantir boa eficácia e baixa toxicidade no tratamento da malária, as doses dos medicamentos sejam fundamentalmente ajustadas ao peso do paciente. Quando uma balança para verificação do peso não estiver disponível, recomenda-se a utilização da relação peso/idade apresentada nas tabelas.

Malária por P. vivax ou por P. ovale

Malária por P. malariae

Malária por P. falciparum ou malária mista (P. falciparum e P. malariae)

Malária mista (P. falciparum e P. vivax ou P. ovale)

Paciente apresentando apenas gametócitos de P. falciparum

Malária grave e complicada por P. falciparum ou P. vivax

Controle de cura

Recomenda-se o controle de cura, por meio da lâmina de verificação de cura (LVC), para todos os casos de malária, especialmente os casos de malária por P. falciparum. O controle de cura tem como objetivo a observação da redução progressiva da parasitemia e da eficácia do tratamento e a identificação oportuna de recaídas. Recomenda-se a realização de LVC da seguinte forma:

P. falciparum – em 3, 7, 14, 21, 28 e 42 dias após o início do tratamento.

P. vivax ou mista – em 3, 7, 14, 21, 28, 42 e 63 dias após o início do tratamento.

IMPORTANTE: O dia em que o diagnóstico é realizado e que se inicia o tratamento é considerado como dia zero (D0). Por exemplo, se o tratamento se iniciou no dia 2 de agosto, este dia é considerado D0, 3 dias após o início do tratamento será o dia 5 de agosto (D3).

Mais informações sobre o tratamento da malária estão disponíveis no “Guia prático de tratamento da malária no Brasil”, no folder “Esquemas recomendados para o tratamento da malária não complicada no Brasil” e no Manual prático: tratamento da malária grave.

Doação de sangue e a malária

Em áreas endêmicas de malária, considera-se inapta a doar sangue a:

  • 1) pessoa que tenha tido malária nos 12 meses que antecedem a doação;
  • 2) pessoa com febre ou suspeita de malária nos últimos 30 dias;
  • 3) pessoa que tenha se deslocado ou procedente de área de alto risco (IPA ≥50,0 casos/1.000 habitantes) há menos de 30 dias.

Se a pessoa teve malária por Plasmodium malariae, ela não poderá mais doar sangue. Já para as outras espécies, depende do tempo entre a doença e a doação de sangue. Os hemocentros sabem orientar o doador.

Como a malária é transmitida?

A malária é transmitida por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário. Estes mosquitos são mais abundantes ao entardecer e ao amanhecer. Todavia, são encontrados picando durante todo o período noturno, em menor quantidade.

Apenas as fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles são capazes de transmitir a malária.

O período de incubação da malária varia de acordo com a espécie de plasmódio. A malária não pode ser transmitida pela água.

IMPORTANTE: A malária não é uma doença contagiosa. Ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente a outra pessoa. É necessário o vetor para realizar a transmissão.

Como prevenir a malária?

Entre as principais medidas de prevenção individual da malária estão:

  • uso de mosquiteiros;
  • roupas que protejam pernas e braços;
  • telas em portas e janelas;
  • uso de repelentes.

Já as medidas de prevenção coletiva contra malária são:

  • borrifação intradomiciliar;
  • uso de mosquiteiros;
  • drenagem;
  • pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor;
  • aterro;
  • limpeza das margens dos criadouros;
  • modificação do fluxo da água;
  • controle da vegetação aquática;
  • melhoramento da moradia e das condições de trabalho;
  • uso racional da terra.
IMPORTANTE: Não existe vacina contra a malária. Algumas substâncias capazes de gerar imunidade foram desenvolvidas e estudadas, mas os resultados encontrados ainda não são satisfatórios para a implantação da vacinação.

Situação epidemiológica da malária

Casos de malária

* Região Amazônica

Série Histórica (a partir de 2003) 

Resumo epidemiológico (a partir de 2009) 

Diagrama de Controle – número total de casos de malária 

Diagrama de Controle – P. falciparum + malária mista

* Região Extra-Amazônica

2001 a 2006 

A partir de 2007


Mapa de risco

Mapa de risco por município de infecção, Brasil, 2011 

Mapa de risco por município de infecção, Brasil, 2012

Mapa de risco por município de infecção, Brasil, 2013

Mapa de risco por município de infecção, Brasil, 2014

Mapa de risco por município de infecção, Brasil, 2015

Mapa de risco por município de infecção, Brasil, 2016

Mapa de risco por município de infecção, Brasil, 2017

Mapa de risco por município de infecção, Brasil, 2018


Boletins e mapas interativos

Região Amazônica

Região Extra-Amazônica

Malária nas fronteiras e importada de outros países

Dados para o cidadão


Outros indicadores

Óbitos por malária

Internações por malária

 Lista de municípios pertencentes às áreas de risco ou endêmicas para malária


Monitoramento de indicadores

Sala de Apoio à Gestão Estratégica - Dados - Malária

Fichas de qualificação de indicadores

Informes sobre a situação epidemiológica da malária no Brasil estão disponíveis em Publicações na área Boletins eletrônicos.


Características epidemiológicas da malária Fechar

A malária é reconhecida como grave problema de saúde pública no mundo, ocorrendo em 104 países e territórios em 2012 nas regiões tropicais e subtropicais de todo o globo. A estimativa da OMS é de 219 milhões de novos casos e 660.000 de mortes por ano, principalmente em crianças menores de 5 anos e mulheres grávidas. Cerca de 80% dos casos estão concentrados em 17 países e 80% dos óbitos estão concentrados em 14 países.

A Região Amazônica brasileira é considerada a área endêmica do país para malária com 99% dos casos autóctones, compreende os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e do Mato Grosso e do Maranhão. Nas áreas fora da Região Amazônica mais de 80% dos casos registrados são importados dos estados pertencentes à área endêmica, outros países amazônicos, continente africano e Paraguai, mas existe transmissão residual de malária no PI e PR e em áreas de Mata Atlântica nos estados de SP, MG, RJ e ES.

Desde o ano 2000, tem havido uma redução de mais de 50% no número de casos de malária no Brasil, que em 2012 está em cerca de 250.000 casos ao ano. O número de casos graves e óbitos também apresentou uma grande redução, estando em torno de 4.500 e menos de 100, respectivamente. A letalidade por malária na Região Amazônica é baixa (2/100.000) enquanto no restante do país a letalidade chega a ser 100 vezes maior. O óbito nestas áreas ocorre, na maior parte, em pessoas que vêm infectadas de outros países ou de estados da Região Amazônica e não recebem o diagnóstico e tratamento oportuno e adequado devido à dificuldade na suspeição de uma doença relativamente rara nestas áreas e desinformação dos viajantes a respeito dos seus riscos.

Mesmo na área endêmica, o risco de contrair a doença não é uniforme. Este risco é medido pela incidência parasitária anual (IPA), que serve para classificar as áreas de transmissão em alto (≥ 50), médio (<50 e ≥10) e baixo risco (<10), de acordo com o número de casos por mil habitantes.

Malária está fortemente associada à pobreza. A estimativa de mortalidade é maior em países com menor PIB per capita. Países com uma maior proporção de sua população vivendo na pobreza (menos de US$ 1,25 por pessoa por dia) possuem as maiores taxas de mortalidade por malária. Nos países, as taxas de prevalência do parasito em crianças são maiores nas populações mais pobres e nas áreas rurais. No Brasil, 86% dos casos ocorrem em áreas rurais ou indígenas. Do total de municípios prioritários devido ao baixo IDH e baixa renda per capita, entre outros indicadores de pobreza, nos seis estados com maior transmissão, 48% (88) são também prioritários para malária, ou seja, possuem IPA ≥ 10.

A sazonalidade da malária é diferente em cada estado da Região Amazônica e está relacionada com precipitação, temperatura e nível da água que são fatores que afetam a proliferação de mosquitos nos criadouros. De forma geral, há um pico sazonal de casos de malária no período de transição entre as estações úmida e seca. A malária é uma doença com alto potencial epidêmico, sofrendo variações bruscas de acordo com variações climáticas e sócio-ambientais, mas principalmente, variações na qualidade e quantidade de intervenções de controle.


Vigilância epidemiológica da malária Fechar

Os objetivos da vigilância epidemiológica incluem:

  • estimar a magnitude da morbidade e mortalidade da malária;
  • identificar grupos, áreas e épocas de maior risco;
  • detectar precocemente epidemias;
  • investigar autoctonia de casos em áreas onde a transmissão está interrompida;
  • recomendar as medidas necessárias para prevenir ou reduzir a ocorrência da doença;
  • avaliar o impacto das medidas de controle.

Ações do Programa de Malária Fechar

PNCM e histórico

Em 2003, a Fundação Nacional de Saúde implantou o Programa Nacional de Controle da Malária (PNCM), sendo que em junho desse mesmo ano foi transferido para a competência da Secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

O Programa tem como objetivos reduzir a incidência e gravidade da malária e, conseqüentemente, o número de internações e óbitos dela resultantes, e manter a ausência da transmissão nos municípios onde ela já tiver sido interrompida.

O PNCM é alicerçado nos componentes abaixo, que correspondem às estratégias de intervenção a serem implantadas ou fortalecidas de forma integrada, de acordo com as características da malária em cada área. Os dois últimos componentes se referem a importantes elementos para sustentação do controle da doença:

  • apoio à estruturação dos serviços locais de saúde;
  • diagnóstico e tratamento;
  • fortalecimento da vigilância da malária;
  • capacitação de recursos humanos;
  • educação em saúde, comunicação e mobilização social;
  • controle seletivo de vetores;
  • pesquisa;
  • monitoramento do PNCM;
  • sustentabilidade política.

Monitoramento de indicadores do Programa

Alguns indicadores são usados na rotina do Programa para acompanhar a execução das ações e outros indicadores para acompanhamento dos resultados ou impacto na redução do número de casos, internações e óbitos por malária.

Indicadores de processo

Percentual dos casos de malária por Plasmodium falciparum 

Proporção de casos que iniciaram tratamento em até 48 horas a partir do início dos sintomas 

Proporção de casos de malária registrados no Sivep-malária no prazo menor ou igual a 7 dias a partir da data da notificação

Indicadores de resultado

Número de casos autóctones de malária

Número de casos autóctones de malária falciparum

Incidência Parasitária Anual (IPA) de malária

Número de óbitos por malária

Para ter acesso aos dados de alguns indicadores do Programa acesse a Sala de Apoio à Gestão Estratégica ou acesse os dados epidemiológicos.

AMI+RAVREDA

Em 2001, os países amazônicos, com o apoio da Organização Pan-americana da Saúde / Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) conformaram a Rede Amazônica de Vigilância da Resistência aos Antimaláricos (RAVREDA). Além dos recursos dos próprios países, conta com subsídio da Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAID) por meio do projeto Iniciativa Amazônica contra a Malária (AMI). Fazem parte da RAVREDA: Bolívia, Belize, Brasil, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Guatemala, Haiti, Honduras, Nicarágua, Panamá, Peru, República Dominicana, Suriname e Venezuela. A AMI é formada por: Belize, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Peru e Suriname.

A rede foi formada com o objetivo de monitorar a resistência dos plasmódios aos antimaláricos e promover a mudança de políticas de medicamentos quando necessário. Com o passar dos anos, evoluiu com a inclusão de outras linhas de trabalho:

A) Monitoramento da eficácia e resistência aos antimaláricos e prevenção da emergência de resistência aos antimaláricos; B) Melhoria do acesso ao diagnóstico e tratamento com boa qualidade;

C) Melhoria do controle de qualidade dos medicamentos e outros produtos para prevenção e controle de malária;

D) Melhoria da vigilância entomológica e manejo integrado de vetores;

E) Melhoria da vigilância epidemiológica;

F) Melhoria das atividades em rede e fortalecimento dos sistemas

Os estudos são conduzidos pelas Secretarias de Estado de Saúde e Instituições de Pesquisa que atuam como centros colaboradores.

No decorrer dos anos, a AMI+RAVREDA participou de diversos estudos que produziram evidências para subsidiar a tomada de decisão no Programa Nacional de Controle da Malária, tanto na área de resistência aos antimaláricos, quanto em relação aos outros componentes com ênfase cada vez maior em estudos relacionados à sistematização de processos e ações de controle vetorial.

Os protocolos e manuais desenvolvidos pela rede estão disponíveis no endereço eletrônico: http://www.ops-oms.org/English/ad/dpc/cd/ravreda-ami.htm e podem ser utilizados e reproduzidos.

Licenciamento ambiental

Considerando a necessidade de fortalecer a governança do setor saúde nas condicionantes que potencializam a transmissão da malária, houve a necessidade de estabelecer diretrizes, procedimentos, fluxos e competência para obtenção do Laudo de Avaliação do Potencial Malarígeno (LAPM) e do Atestado de Condição Sanitária (ATCS) de projetos de assentamento de reforma agrária e outros empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental em áreas de risco ou endêmica para malária. Estas informações são descritas na Portaria nº 1, de 13 de janeiro de 2014.

Todos os projetos de assentamento de reforma agrária e outros empreendimentos em áreas de risco ou endêmica para malária devem realizar a Avaliação do Potencial Malarígeno para a emissão do LAPM e obter, quando solicitado no LAPM, a aprovação do Plano de Ação para o Controle de Malária (PACM) para posterior emissão do ATCS, cuja manutenção é condicionada ao envio pelo empreendedor de relatórios de execução do PACM, e realização de vistoria pela SVS ou outro órgão competente, com modelo de relatório especifico. 

A elaboração da Avaliação do Potencial Malarígeno (APM) e do Plano de Ação para o Controle de Malária (PACM) deverá ser realizada pelo empreendedor e orientada pelo órgão de saúde competente no processo de licenciamento ambiental.

O APM é o documento que o empreendedor deve protocolar no órgão de saúde competente do processo de licenciamento ambiental para emissão do LAPM, documento condicionante da Licença Prévia e expedido pelo órgão de saúde competente. No documento devem constar informações sobre identificação das características da atividade ou do empreendimento que podem potencializar a transmissão de malária.

O PACM deve ser planejado e elaborado a partir das informações contidas na APM e deve levar em consideração o aumento populacional e a população residente nas áreas de influência direta e indireta da atividade ou empreendimento. Tem como principal objetivo mitigar o impacto na transmissão de malária para que se previna o aumento da transmissão de malária. Somente após a aprovação do PACM é que órgão de saúde competente emite o ATCS, documento condicionante da Licença de Instalação.

Publicações sobre a malária

Publicações

Guia do Programa Nacional de Controle da Malária

Plano de eliminação da Malária no Brasil

Guia de Supervisão Local dos Postos de Diagnóstico e Tratamento de Malária

Ficha de Supervisão dos Postos de Diagnóstico e Tratamento de Malária

Guia para o Planejamento das Ações de Captura de Anofelinos pela Técnica de Atração por Humano Protegido (TAHP) e Acompanhamento dos Riscos à Saúde do Profissional Capturador

Diagnóstico

Guia para Gestão Local do Controle da Malária - Diagnóstico e Tratamento 

Manual de Diagnóstico Laboratorial da Malária - 2ª edição 

Sistema de Controle de Qualidade do Diagnóstico Laboratorial da Malária para a Região Amazônica 

Folder testes rápidos para o diagnóstico de malária - AG Pf/Pf/Pv

Folder testes rápidos para o diagnóstico de malária - AG Pf/PAN

Atenção Básica e Agentes de Controle de Endemias

Caderno de Atenção Básica - nº 21

Ações de Controle da Malária - Manual para Profissionais de Saúde na Atenção Básica 

Ações de Controle de Endemias Malária - Manual para Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Controle de Endemias

Tratamento

Guia prático de tratamento da malária no Brasil 

Folder de esquemas recomendados para o tratamento da malária

Manual prático: tratamento de malária grave 

Esquemas de tratamento da malária na gravidez e na criança menor de seis meses

Vigilância Entomológica e Controle Vetorial

Guia para Gestão Local do Controle da Malária - Controle Vetorial

Manual para borrifação de inseticida de efeito residual para controle de vetores

Vigilância Epidemiológica

Guia para profissionais de saúde sobre prevenção da malária em viajantes 

Guia de Vigilância em Saúde

Folder - Orientações para o preenchimento do Sivep-Malária

Educação em Saúde e Mobilização Social

Gibi - REDE DO BEM CONTRA A MALÁRIA em: Como Saber Se É Malária? 

Gibi - REDE DO BEM CONTRA A MALÁRIA em: O Tratamento Não Pode Parar 

Jornal Rede do Bem - 1ª edição 

Folder: conheça a malária

Boletins Eletrônicos

Situação Epidemiológica da Malária no Brasil, 2006

Situação Epidemiológica da Malária no Brasil, 2007

Situação Epidemiológica da Malária no Brasil, 2008 Situação epidemiológica da malária no Brasil, 2000 a 2011

Boletim Epidemiológico - Volume 46 - nº 25 - 2015 - Malária: Monitoramento dos casos no Brasil em 2014

Boletim Epidemiológico - Volume 46 - nº 43 - 2015 - Situação epidemiológica da malária no Brasil, 2012 e 2013

AMI+RAVREDA

Noqueira FHA et al. Quality of essential drugs in tropical countries: evaluation of antimalarial drugs in the Brazilian Health System. Rev Soc Bras Med Trop 2011; 44(5):582-586

Aplicativo "Malariatrat"

Ferramenta desenvolvida pela Empresa de Processamento de Dados do Amazonas (Prodam), em parceria com a Fundação de Vigilância de Saúde (FVS), vinculada à Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam), para facilitar o trabalho dos profissionais de saúde das áreas endêmicas e garantir a padronização dos procedimentos para o tratamento da Malária

Viajantes e a malária

Os riscos de adoecimento durante uma viagem são variáveis e dependem das características do indivíduo, da viagem e do local de destino e as orientações a serem feitas se baseiam nestas informações. Recomenda-se que os viajantes recebam uma avaliação e orientação criteriosa realizada por profissionais especializados em saúde do viajante antes da viagem. Uma lista das unidades de atendimento ao viajante é divulgada pelo Ministério da Saúde.

Ao ser identificado potencial risco de adquirir malária devem ser orientadas as medidas de prevenção contra picada de mosquitos:

  • Usar roupas claras e longas, como camisas de manga comprida e calças, cobrindo áreas do corpo em que o mosquito possa picar;
  • Usar repelentes nas áreas de pele expostas, seguindo as orientações do fabricante do produto quanto à faixa etária e frequência de aplicação;
  • Evitar locais próximos a criadouros naturais dos mosquitos vetores (beira de rios e lagos, áreas alagadas ou coleções hídricas, região de mata nativa), principalmente nos horários da manhã e ao entardecer, por ser neste horário a maior atividade dos mosquitos vetores da malária;
  • É recomendado o uso de ar condicionado ou ventiladores em ambientes fechados.

Outra informação importante é a orientação para busca ao diagnóstico e tratamento imediatamente após o início dos sintomas, uma vez que o atraso no tratamento está associado ao um maior risco de gravidade e óbito, principalmente em viajantes que, em geral, são não imunes.

A quimioprofilaxia (QPX), uso antimaláricos em pequenas doses durante o período de exposição, deve ser reservada para situações específicas, nas quais o risco de adoecer de malária grave por P. falciparum for superior ao risco de eventos adversos graves, relacionados ao uso das drogas quimioprofiláticas.

No Brasil, onde a malária tem baixa incidência e há predomínio de P. vivax em toda a área endêmica, deve-se lembrar de que a eficácia da profilaxia para essa espécie de Plasmodium é baixa. Assim, pela ampla distribuição da rede de diagnóstico e tratamento para malária, não se indica a QPX para viajantes em território nacional. Entretanto, a QPX poderá ser, excepcionalmente, recomendada para viajantes que visitarão regiões de alto risco de transmissão de P. falciparum na Região Amazônica, que permanecerão na região por tempo maior que o período de incubação da doença (e com duração inferior a 6 meses) e em locais cujo acesso ao diagnóstico e tratamento de malária estejam distantes mais de 24 horas.

Por fim, é importante frisar que o viajante que se desloca para áreas de transmissão de malária deve procurar orientação de prevenção antes da viagem e acessar o serviço de saúde, caso apresente sintomas de doença dentro de 6 meses após retornar de uma área de risco de transmissão, mesmo que tenha realizado quimioprofilaxia.

Para obter outros detalhes sobre malária em viajantes, acesse o "Guia para profissionais de saúde sobre prevenção da malária em viajantes" e a página sobre saúde do viajante.

Eventos de massa

Para os eventos de massa, que são caracterizados por um elevado fluxo de pessoas em determinado local, por exemplo, Copa do Mundo, é importante estar consciente e alerta em relação ao risco de exposição à malária. Os profissionais de saúde devem esclarecer aos viajantes sobre as principais manifestações da doença, medidas de proteção contra picadas de mosquitos, e orientar a procura imediata pela assistência ao apresentar qualquer sinal ou sintoma.

Diante da complexidade que envolve as preparações para um evento de massa, é essencial que as esferas do governo atuem em conjunto para garantir:

  • Insumos adequados para diagnóstico e tratamento;
  • Funcionamento apropriado dos centros de referência para diagnóstico e tratamento de malária;
  • Comunicação clara e objetiva aos profissionais de saúde sobre a suspeição de malária e a localização dos centros de referência;
  • Tratamento imediato dos casos de malária diagnosticados e medidas de bloqueio (busca ativa) em áreas receptivas, para evitar a ocorrência de surtos ou reintrodução de malária em áreas não endêmicas.

Acesse nossa página temática especializada em Saúde do Viajante


Notificação da malária Fechar

Notificação consiste na comunicação da ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde, feita à autoridade sanitária por profissionais de saúde ou qualquer cidadão, para fins de adoção das medidas de intervenção pertinentes. A notificação deve ser constantemente aperfeiçoada, incorporando-se os avanços científicos e tecnológicos, para que haja eficiência e efetividade da vigilância epidemiológica e constitui-se um dos instrumentos mais utilizados na vigilância epidemiológica.

A malária é uma doença de notificação compulsória e, portanto, todos os casos suspeitos ou confirmados devem ser, obrigatoriamente, notificados às autoridades de saúde, utilizando-se as fichas de notificação e investigação. A notificação deverá ser feita tanto na rede pública como na rede privada conforme estabelecido no decreto 78.231, de 12 de agosto de 1976.

  • Região Amazônica: a malária é uma doença de notificação compulsória regular e todo caso suspeito de malária deve ser notificado em até sete dias às autoridades de saúde por meio da ficha de notificação do SIVEP-Malária, sendo que as informações coletadas deverão ser registradas no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica (SIVEP-Malária). Todos os exames de controle de cura devem também ser notificados. Orientações para o preenchimento da ficha de notificação do Sivep-Malária estão disponíveis no folder “Orientações para o preenchimento do Sivep-Malária”.

  • Região Extra-Amazônica: a malária é uma doença de notificação compulsória imediata, portanto, todo caso suspeito deve ser notificado às autoridades de saúde em até 24 (vinte e quatro) horas, pelo meio mais rápido disponível, tais como telefone, fax, e-mail e no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) por meio da ficha de notificação e investigação do SINAN, com posterior “encerramento” do registro da notificação completa no sistema no prazo máximo de 30 dias. Todos os exames de controle de cura que forem positivos a partir do D3 devem também ser notificados.

A identificação dos casos suspeitos pode ocorrer por detecção passiva, quando o paciente procurar a unidade de saúde notificante para atendimento; ou detecção ativa, quando o profissional de saúde se desloca aos locais de residência, trabalho ou lazer dos indivíduos oferecendo atendimento.

Na impossibilidade de comunicação à SMS e à SES, a notificação deverá ser realizada à SVS/MS por um dos seguintes meios de comunicação:

Preenchimento das fichas de notificação– Uma vez que cada um dos dados registrados e, posteriormente, digitados nas fichas de notificação é essencial para o entendimento da situação epidemiológica, cálculo de indicadores e para subsidiar o direcionamento das atividades de prevenção e controle da malária, é importante reforçar aos profissionais responsáveis pela notificação dos casos que todos os campos da ficha devem ser criteriosamente preenchidos e digitados. Portanto, devem ser evitados campos em branco, duplicidades de registros, dados inconsistentes. Para garantir uma boa qualidade na informação é necessária uma avaliação sistemática da qualidade da informação coletada e digitada em todos os níveis do sistema.


Centros para diagnóstico e tratamento Fechar

Unidades de atendimento para diagnóstico e tratamento de malária 

É fundamental que os profissionais de saúde fiquem atentos aos pacientes procedentes das áreas de transmissão da malária que apresentam sintomatologia clínica sugestiva da doença. Muitas vezes, esses pacientes sofrem com diagnóstico tardio pela não suspeita inicial de malária, o que pode ocasionar o agravamento do quadro ou óbito.  “Fique atento! Febre pode ser malária!”

 

ACRE (AC)

ALAGOAS (AL)

AMAPÁ (AP)

AMAZONAS (AM)

BAHIA (BA)

CEARÁ (CE)

DISTRITO FEDERAL (DF)

ESPÍRITO SANTO (ES)

GOIÁS (GO)

MARANHÃO (MA)

MATO GROSSO (MT)

MATO GROSSO DO SUL (MS)

MINAS GERAIS (MG)

PARÁ (PA)

PARAÍBA (PB)

PARANÁ (PR)

PERNAMBUCO (PE)

PIAUÍ (PI)

RIO GRANDE DO NORTE (RN)

RIO GRANDE DO SUL (RS)

RIO DE JANEIRO (RJ)

RONDÔNIA (RO)

RORAIMA (RR)

SANTA CATARINA (SC)

SÃO PAULO (SP)

SERGIPE (SE)

TOCANTINS (TO)


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