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VACINA PENTAVALENTE

Vacina Pentavalente: o que é, quem deve tomar e orientações

Escrito por Alessandra Bernardes | | Publicado: Quarta, 11 de Setembro de 2019, 10h40 | Última atualização em Sexta, 20 de Setembro de 2019, 11h09

 

O QUE É A VACINA PENTAVALENTE?

A vacina pentavalente é a combinação de cinco vacinas individuais em uma. O objetivo é proteger as pessoas contra múltiplas doenças ao mesmo tempo. Desde 2012, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, oferta a vacina pentavalente na rotina do Calendário Nacional de Vacinação.

As crianças devem tomar três doses da vacina: aos 2, aos 4 e aos 6 meses de vida.

Vacina pentavalente

 
QUAIS DOENÇAS A VACINA PENTAVALENTE PROTEGE?

A vacina pentavalente garante a proteção contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo b, responsável por infecções no nariz, meninge e na garganta.

Para ofertar a pentavalente no calendário de vacinação do SUS, o Brasil compra a vacina via Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), uma vez que não existe laboratório produtor no país.


Meningite Fechar

Tétano Acidental Fechar

Difteria Fechar

Coqueluche Fechar

Hepatite B Fechar

 
QUEM DEVE TOMAR A VACINA PENTAVALENTE?

A vacina pentavalente é aplicada nas crianças aos 2, 4 e 6 meses de idade. Os reforços e/ou complementações em crianças a partir de 1 ano são realizados com a vacina adsorvida difteria, tétano e pertússis (DTP). 

IMPORTANTE: É importante sempre seguir o Calendário Nacional de Vacinação. Ao todo, são disponibilizadas 19 vacinas para mais de 20 doenças para todas as faixas etárias.

Saiba mais sobre o Calendário Nacional de Vacinação

Quem deve tomar a vacina pentavalente?

 
A VACINA PENTAVALENTE PODE CAUSAR REAÇÕES?

A vacina pentavalente pode provocar algumas reações, geralmente entre as primeiras 48 a 72 horas após a aplicação. Na maioria das vezes são reações leves, que passam rápido e não deixam sequelas.

As principais reações são febre, irritabilidade e dores locais.

 
COMO ESTÁ O ABASTECIMENTO DA PENTAVALENTE NO BRASIL?

O Brasil demanda, atualmente, 800 mil doses mensais da vacina pentavalente, mas o abastecimento está parcialmente suspenso desde julho de 2019 porque os lotes foram reprovados no teste de qualidade do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

O Ministério da Saúde solicitou a reposição do fornecimento à Opas. No entanto, não há disponibilidade imediata da vacina pentavalente no mundo. A compra de 6,6 milhões de doses começou a chegar de forma escalonada em agosto no Brasil. A previsão é que o abastecimento volte à normalidade a partir de novembro. Quando os estoques forem normalizados, o Sistema Único de Saúde (SUS) fará uma busca ativa pelas crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade entre os meses de agosto e novembro para vaciná-las.

IMPORTANTE: O Ministério da Saúde reforça que não há situação de emergência no país para as doenças cobertas pela pentavalente. Os estoques atuais da vacina são suficientes para atender a população.

Abastecimento vacina pentavalente

QUAIS OS CUIDADOS DEVEMOS TER AO TOMAR A VACINA PENTAVALENTE?

  • Ao sentir febre média ou alta: é recomendado adiar a vacinação até a melhora dos sintomas para não se atribuir à vacina as manifestações da doença.

  • Crianças com riscos de hemorragias (hemofilia, trombocitopenia, uso de anticoagulantes, outros distúrbios de coagulação): pode ser utilizado via subcutânea.

QUEM NÃO PODE TOMAR A VACINA PENTAVALENTE?

  • Crianças com 7 anos ou mais de idade.

  • Após reações em dose anterior, como moleza e palidez nas primeiras 48 horas, convulsões nas primeiras 72 horas, reações alérgicas nas primeiras duas horas e encefalopatia aguda nos primeiros sete dias após a vacinação. 

Vacina Pentavalente

 

Orientações para o profissional de saúde sobre manejo da vacina Fechar

O Ministério da Saúde recomenda aos estados e municípios manter as vacinas preservadas em ambientes devidamente resfriados, seguindo as seguintes orientações:

  • definição de responsável técnico, qualificado para orientação precisa das atividades de rotina, de forma a conduzir de maneira adequada a política de imunização no ambiente de trabalho;

  • realização de planejamento da demanda de imunobiológicos necessário à execução total e otimizada das atividades de uma sala de imunização, prevendo avaliação de grupo alvo por tipo de imunobiológicos, número de dose do esquema vacinal segundo Calendário Nacional de Vacinação e capacidade de utilização, considerando prazo de validade após abertura de frasco e potenciais ocorrências por técnica de vacinação, manuseio de imunobiológicos e insumos;

  • definição de estratégias de vacinação que busquem otimizar o uso das vacinas multidoses e mitigar riscos de perda: as vacinas multidose possuem validade pré-determinada pelo laboratório produtor após abertura do frasco, devendo ser conhecida e aplicada por ocasião do planejamento;

  • manutenção de adequado equipamento de armazenamento, especificamente projetado para este fim, deve dispor de circulação de ar forçado para garantia da distribuição uniforme de temperatura no interior da câmara e controle microprocessado de temperatura na faixa de trabalho 2° à 8°C;

  • as unidades das diversas instâncias devem dispor de plano de manutenções, calibrações e qualificações, quando adequado, dos equipamentos e estes devem compor Plano de Gerenciamento de Tecnologias em Saúde, em conformidade com as exigências da Resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária RDC n° 20, de 26 de março de 2012;

  • monitoramento e controle da temperatura de operação do equipamento, observada a faixa preconizada dos imunobiológicos e diluentes de 2° a 8°C; e do ambiente de trabalho (manuseio de carga) nas diversas instâncias, de forma a não interferir no desempenho do equipamento;

  • definição dos planos de ação e Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) como o intuito de mitigar riscos associados ao uso/manuseio dos imunobiológicos;

  • as salas deverão dispor de plano de contingência, para os casos de queda/falha no suprimento de energia e/ou desastres naturais, com procedimentos de conservação ou remoção do estoque e, inclusive, de acesso às instalações quando a unidade não estiver em horário de expediente;

  • o transporte dos imunobiológicos deverá ser realizado em veículos próprios e qualificado;

  • os profissionais que atuam nas salas de vacinação sejam capacitados e qualificados para a operacionalização do processo de vacinar.

 

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