Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro

INFORME AS DOSES E ESTOQUES DAS VACINAS EM SEU MUNICÍPIO ATÉ 30/11

Início do conteúdo da página
Vigitel: o que é, como funciona, quando utilizar e resultados

Vigitel: o que é, como funciona, quando utilizar e resultados

Escrito por Gustavo Frasão | | Publicado: Sexta, 16 de Agosto de 2019, 14h21 | Última atualização em Segunda, 04 de Novembro de 2019, 13h10

O que é Vigitel?

O Vigitel compõe o sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) do Ministério da Saúde, juntamente com outros inquéritos, como os domiciliares e os voltados para a população escolar. Conhecer a situação de saúde da população é o primeiro passo para planejar ações e programas que reduzam a ocorrência e a gravidade destas doenças, melhorando assim a saúde da população. A pesquisa Vigitel é realizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde.

Vigitel

Entre as doenças crônicas não transmissíveis monitoradas por esse sistema estão:

  • diabetes;
  • câncer;
  • cardiovasculares, como hipertensão arterial, que têm grande impacto na morbi-mortalidade e na qualidade de vida da população.

Esses grupos de doenças possuem quatro fatores de risco modificáveis em comum, também monitorados pelas pesquisas:

  • tabagismo;
  • alimentação não saudável;
  • inatividade física;
  • uso nocivo de bebidas alcoólicas.

Além do acompanhamento contínuo desses quatro principais fatores de risco, diagnóstico médico de diabetes e de hipertensão arterial e exames de detecção precoce de cânceres femininos, o Vigitel também é utilizado para investigar outros temas de forma mais pontual ou temporária, conforme a necessidade. Como exemplo, cita-se a inclusão de perguntas sobre:

  • a proteção contra raios ultra-violetas (2007 a 2010);
  • ocorrência de multa por velocidade em rodovia e de blitz na cidade (a partir de 2012);
  • ações de combate à dengue (a partir de 2012).

O monitoramento dos fatores de risco e das principais doenças crônicas fornece informações importantes para o planejamento de políticas públicas de promoção e prevenção, além da avaliação de intervenções realizadas. Como exemplo, temos que os resultados do sistema de Vigilância de Fatores de Risco de DCNT embasaram a elaboração do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil 2011–2022, e subsidiam o monitoramento periódico das metas propostas no mesmo.

O Vigitel, dentro do sistema de vigilância, apoia também o monitoramento das metas do Plano Regional de DCNT (Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS) e do Plano Global para o Enfrentamento das DCNT (Organização Mundial da Saúde).

As entrevistas da edição de 2018 do Vigitel foram finalizadas no mês de dezembro do mesmo ano e a divulgação do relatório completo foi realizada em julho de 2019.

As ligações para a edição do Vigitel 2019 foram iniciadas no mês de janeiro, após treinamento da equipe de entrevistadores da empresa responsável. A empresa contratada tem sede em Belo Horizonte/MG e as ligações são feitas em diferentes dias e horários da semana, incluindo sábados e domingos e o período noturno (até 21h), durante todos os meses do ano.

ATENÇÃO: O Vigitel NÃO PERGUNTA qualquer informação de CPF, RG ou dados bancários. As únicas informações pessoais obtidas por meio da pesquisa dizem respeito à idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor e são utilizadas nos procedimentos metodológicos da pesquisa para que seus resultados reflitam a distribuição sociodemográfica da população total.

O sigilo das informações é garantido pela Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação) e pela Resolução nº 466 de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde.

Apresentação - lançamento do Vigitel

Para que serve o  Vigitel?

O Vigitel faz parte das ações do Ministério da Saúde para monitorar a frequência e a distribuição de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Entre essas doenças incluem-se diabetes, obesidade, câncer, doenças respiratórias crônicas e cardiovasculares como hipertensão arterial, que têm grande impacto na qualidade de vida da população. 

ATENÇÃO: Sua participação na pesquisa é voluntária, você não é obrigado a participar e, mesmo que comece a responder ao questionário, pode desistir da entrevista ou interrompê-la a qualquer momento. Somente ressaltamos que sua participação é muito importante para a vigilância em saúde no nosso país e para o planejamento e monitoramento das nossas ações.

Quando o Vigitel começou?

O Vigitel foi implantado em 2006 em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal e tem como objetivo monitorar a frequência e a distribuição de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis por inquérito telefônico, além de descrever a evolução anual desses indicadores em nosso meio. As entrevistas telefônicas são realizadas anualmente em amostras da população adulta (18 anos ou mais) residente em domicílios com linha de telefone fixo.

Quais temas o Vigitel aborda?

Os indicadores avaliados pelo Vigitel estão dispostos nos seguintes assuntos:

  • tabagismo;
  • excesso de peso e obesidade;
  • consumo alimentar;
  • atividade física;
  • consumo de bebidas alcoólicas;
  • condução de veículo motorizado após consumo de qualquer quantidade de bebidas alcoólicas;
  • autoavaliação do estado de saúde;
  • prevenção de câncer;
  • morbidade referida.

A duração média para responder ao questionário é de 12 minutos. Importante destacar, também, que algumas perguntas realizadas não são diretamente sobre saúde, mas são muito importantes para serem relacionadas com a situação da saúde da população.

Amostragem

O processo de amostragem é iniciado com o sorteio de números telefônicos fixos a partir dos cadastros de telefones existentes nas capitais do país com base no cadastro eletrônico de empresas telefônicas. É importante reforçar que as empresas telefônicas cederam apenas os números de telefone, sem informação de nomes e endereços que identifiquem os moradores. A partir desses números, são selecionados telefones que receberão a ligação e o convite para participar deste estudo.

Primeiramente são sorteadas 5 mil linhas telefônicas por cidade, de forma sistemática e estratificada por CEP. A seguir, as linhas passam por um segundo sorteio e são divididas em réplicas de 200 linhas, sendo que cada réplica reproduz a mesma proporção de linhas por CEP do cadastro original.

A próxima etapa é identificar, entre as linhas sorteadas, aquelas que são elegíveis. São consideradas não elegíveis as linhas:

  • que correspondem a empresas;
  • que não existem ou se encontram fora de serviço;
  • que não atendem a seis tentativas de chamadas feitas em dias e horários variados, podendo corresponder a domicílios fechados.

As linhas consideradas elegíveis passam por uma segunda etapa da amostragem do inquérito, com sorteio de um dos adultos moradores no domicílio para responder ao questionário. O sistema estabelece um tamanho amostral mínimo de aproximadamente 2000 adultos entrevistados por cidade, para estimar as frequências dos indicadores com um coeficiente de confiança de 95% e erro máximo de cerca de três pontos percentuais.

Os sorteios das linhas são feitos porque o Ministério da Saúde quer proporcionar a todos os moradores da residência a chance de participar da entrevista e também para obter uma correta estimativa do conjunto da população adulta de todas as capitais do país, ou seja, para que os resultados encontrados sejam mais condizentes com a realidade da população. Para que a pesquisa represente a situação da população da cidade e do Brasil é importante que a entrevista seja respondida pela pessoa sorteada de cada casa.

As ligações são feitas anualmente, em todos os dias da semana, das 9h às 21h (horário de Brasília) nos dias úteis e das 10 às 16h nos dias não úteis (sábado, domingo e feriado). Quando o número de telefone é selecionado e a pessoa atende ao telefone, um levantamento do número de moradores adultos (com 18 anos ou mais) no domicílio é realizado. Você não é obrigada(o) a citar os nomes dos moradores, apenas a idade e sexo de cada adulto para que possamos calcular as estimativas adequadamente. A partir dessas informações, os resultados da pesquisa poderão representar os hábitos de vida de toda a população adulta das capitais brasileiras.

As ligações são feitas por uma empresa de pesquisa contratada pelo Ministério da Saúde para a execução desta atividade. Atualmente, as entrevistas telefônicas são feitas por uma empresa comercial de pesquisa de opinião sediada em Belo Horizonte/MG.

Com a meta de entrevistas completas atingida, os resultados permitem inferências populacionais apenas para a população adulta que reside em domicílios cobertos pela rede de telefonia fixa. A fim de gerar estimativas para a população de cada cidade, como um todo, são atribuídos pesos finais a cada indivíduo de forma a igualar a composição sociodemográfica estimada para a população de adultos com telefone da amostra do Vigitel à composição sociodemográfica que se estima para a população adulta total da mesma cidade no mesmo ano do levantamento. Esse peso pós-estratificação foi calculado pelo método “rake”.

Para saber mais sobre o Método “rake” clique aqui!

Como é feita a divulgação dos dados do Vigitel?

A divulgação dos resultados do Vigitel é feita ao final de cada pesquisa, por meio de relatórios e publicações do Ministério da Saúde. Os primeiros resultados são divulgados pelo próprio Ministro da Saúde em entrevistas para jornais e redes de televisão. São divulgados apenas os resultados agrupados por capital do país/região de residência, sexo, idade e nível de escolaridade. Não são analisados ou divulgados dados individuais de cada entrevistado.

Acesso aos resultados do Vigitel

As bases de dados do Vigitel completas, com dados de todas as capitais e DF, estão disponíveis de 2006 a 2018 na página Bases Vigitel.

Os releases de lançamento dos resultados do Vigitel podem ser acessados aqui

Abaixo você pode ter acesso aos relatórios completos publicados em cada ano.

Relatórios completos e questionários

Saiba que o Vigitel foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho Nacional de Saúde/ Ministério da Saúde

A CONEP é uma das Comissões do Conselho Nacional de Saúde/MS e tem como objetivo principal analisar os projetos de pesquisa envolvendo seres humanos visando proteção e bem-estar dos voluntários que participam da pesquisa para contribuir no desenvolvimento da pesquisa brasileira dentro de padrões éticos.

As normativas do Conselho Nacional de Saúde norteiam o julgamento ético dos projetos de pesquisa e esses aspectos estão pautados no respeito aos voluntários que participam da pesquisa em sua dignidade e autonomia assegurando sua vontade de contribuir e permanecer, ou não, na pesquisa. Outro fator analisado pela CONEP, e de suma importância, é se os projetos de pesquisa são relevantes para o interesse público, e se contribuem para a saúde pública, justiça e para a redução das desigualdades sociais e das dependências tecnológicas, garantindo os interesses da sociedade e de todos os envolvidos. E exercendo, dessa forma, o controle social da ética em pesquisa, como previsto nas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

A CONEP analisou o projeto VIGITEL proposto pelo Ministério da Saúde e considerou aprovado por estar dentro dos padrões éticos das normativas do Conselho Nacional de Saúde.  
  
Mais informações sobre a CONEP
Telefones: (61) 3315-5878 /5877

Referências - Vigitel

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Vigitel Brasil, 2016: Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Brasília: Ministério da Saúde, 2016.
  2. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Brasília: Ministério da Saúde; 2011.
  3. Organização Pan-Americana de Saúde. Plano estratégico da Organização Pan-Americana de Saúde, 2014-2019. Washington, DC: OPAS, 2014.
  4. World Health Organization. Global action plan for the prevention and control of NCDs 2013-2020. Geneva, 2013.

Principais dúvidas

Perguntas e respostas mais frequentes sobre a pesquisa
registrado em:
Fim do conteúdo da página